quinta-feira, 27 de abril de 2017

Parece que virou tradição eu fazer um post por ano e no mesmo mês. Espero que isso não se torne uma rotina, gostaria de escrever mais vezes sobre as minhas experiências e pensamentos. E não somente falar sobre eles, já que a memória com o passar do tempo leva-os embora.

Bom, hoje não vim falar sobre tristeza, acredito que esse será um post totalmente diferente de todos os outros, porém o tema continua o mesmo: Relacionamentos. Ao reler meu último post pude perceber o quanto a minha visão estava pessimista sobre a minha tentativa de recuperar alguém que algum dia eu achei que era meu verdadeiro amor, hoje posso dizer com certeza que as coisas são diferentes. É legal reler esses fragmentos de momentos pois eu posso perceber o quanto amadureci e evolui durante um ano, coisa que com o passar do dia a dia a gente não percebe.

Devido a minha insônia estava eu dando plantão aos meus questionamentos, me perguntava se realmente existe essa coisa de destruir pontes e caminhos de volta. Sempre acreditei nisso, mas essa história com o A.(sim é a primeira vez que usarei o nome dele aqui) me fez pensar melhor. Ele é um bom exemplo, mesmo depois de tudo que aconteceu entre nós continuamos sendo "amigos", não sei em que grau. Engraçado é que a 7 anos atrás eu achava impossível que isso acontecesse. É uma situação estranha porém legal, afinal de conta quantas pessoas podem dizer que mantém uma amizade saudável com seu ex?

Alguns rotulam como algo patológico, outros acreditam que ainda existe sentimentos e eu afirmo, não acredito que seja esse o caso de nenhuma das partes. A grande questão é, porque que isso acontece? O que ele acredita que eu posso oferecer? Eu sei que pode ser apenas porque ele gosta da minha companhia e da minha amizade, mas com tantas pessoas no mundo para ele ser amigo, ele decide ser meu? É no mínimo incomum! Não estou querendo insinuar nada com isso, são apenas reflexões sobre uma situação que eu não tenho exemplos para comparar. Talvez tenhamos nos tornado pessoas tão amadurecidas e evoluídas que transcendemos todos os nossos conflitos e mágoas e transformamos isso em algo positivo, bom, pelo menos é nisso que eu quero acreditar.

Mas o foco não é esse, e sim o fato de que mesmo depois de tudo que aconteceu, como pode ainda restar algum tipo de sentimento? De respeito? De consideração? De bem querer?
Incontáveis vezes nos machucamos, nos ofendemos, sofremos, nos destruímos, mesmo depois de tudo isso ainda resta algo que nos une, O QUE?
Eu sei que da minha parte isso é uma espécie de vitória, mais atrelada ao ego do que qualquer coisa, porque eu sei que dessa forma ninguém mais pode me atingir, eu fiz as pazes com ele, estamos bem, superei o passado, to em paz com ele e ele ainda participa da minha vida, de alguma forma, mesmo que não seja da forma que um dia eu quis. Já os porquês dele eu não sei quais são, ele afirma que gosta da minha amizade, porém não consigo acreditar que seja só isso.

Não estou falando de amor, ou vontade de voltar, to falando de outras razões, alheias aos sentimentos amorosos, razões essas que eu posso apenas supor. Quem sabe um dia vc as fale para mim né? 😉
A questão é, alguns relacionamentos são frágeis como um vidro e/ou uma folha de papel, enquanto outros suportam a todas as tempestades e mesmo com todos os caminhos destruídos constroem-se novos. Ou como diria o filme De pernas pro ar:

As boas relações as vezes ficam sim por um fio.Fios de aço. Estes fios podem se balançar, se esticar... Mas nunca se rompem de verdade.


Talvez essa seja a melhor explicação que eu vou encontrar para essa situação, com certeza isso acontece pq existe um esforço e interesse de ambos os lados, o que não pode ser dito do outro ex. É impressionante como 99% dos textos aqui se resumem a você, mesmo que hoje eu esteja tão distante sentimentalmente de onde estive quando comecei a escrever aqui. A tendência daqui pra frente será diminuir ou sumir, isso se o tempo não nos surpreender de novo trazendo novos temas.